| Correntes filosóficas | Resposta | % Correto |
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| Surgido no final do século IV a.C. com Zenão de Cício e desenvolvido por pensadores como Sêneca, Epicteto e Marco Aurélio, o estoicismo pregava a vida em conformidade com a razão universal (Logos) e a natureza. Os estóicos acreditavam que a virtude é o único bem verdadeiro e que a liberdade interior se alcança por meio da apatia (apatheia), ou seja, a superação das paixões. Ao aceitar o destino com serenidade, o sábio estoico conquista a paz interior. Essa corrente foi muito influente no período romano, tendo forte caráter ético e prático. | Estoicismo | 81%
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| Fundada por Epicuro no século IV a.C., esta corrente propõe que o prazer é o fim natural da vida humana, mas define esse prazer de forma racional: trata-se da ausência de dor no corpo (aponia) e de perturbação na alma (ataraxia). Epicuro criticava o medo da morte e dos deuses, afirmando que a alma é material e se dissolve com o corpo, tornando a morte uma não-experiência. Defendia uma vida simples, moderada e voltada à amizade. Sua escola, o Jardim, era conhecida por sua abertura a mulheres e escravos e pela ênfase em uma ética prática e acessível. | Epicurismo | 75%
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| Surgiu no século XVII como uma corrente filosófica que afirma que a razão é a principal fonte do conhecimento verdadeiro, mais confiável do que os sentidos ou a experiência. Em oposição ao empirismo, os racionalistas acreditavam que certas ideias e verdades são inatas à mente humana e podem ser alcançadas por meio do pensamento lógico e dedutivo. Os principais pensadores do racionalismo são René Descartes, considerado seu fundador, Baruch Spinoza e Gottfried Wilhelm Leibniz. Descartes propôs o método da dúvida e a famosa máxima “Penso, logo existo” (Cogito, ergo sum), buscando um fundamento seguro para todo o saber. Spinoza defendeu uma visão monista e racional do universo, enquanto Leibniz elaborou a teoria das “mônadas” e a ideia de que vivemos no “melhor dos mundos possíveis”. O racionalismo influenciou profundamente a filosofia moderna, especialmente o Iluminismo e o idealismo posterior. | Racionalismo | 69%
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| O existencialismo surgiu principalmente no século XX como uma corrente filosófica que coloca a existência concreta do indivíduo, a liberdade e a responsabilidade pessoal no centro da reflexão, em resposta às crises e angústias da modernidade. Embora tenha raízes em pensadores do século XIX como Søren Kierkegaard e Friedrich Nietzsche, o existencialismo se consolidou entre as décadas de 1930 e 1950, especialmente na França. Seus principais representantes incluem Jean-Paul Sartre, que destacou a liberdade radical e a necessidade de criar sentido; Martin Heidegger, que explorou a questão do ser e a finitude humana; Simone de Beauvoir, que analisou a condição da mulher e a liberdade; e Albert Camus, que tratou do absurdo e da revolta. O existencialismo enfatiza a experiência subjetiva, a escolha autêntica e a responsabilidade diante da falta de um sentido pré-determinado para a vida, influenciando a filosofia, a literatura e a psicologia contemporâneas. | Existencialismo | 56%
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| Surgiu entre os séculos XVII e XVIII como uma corrente filosófica que defende que todo o conhecimento deriva da experiência sensível, negando a existência de ideias inatas. Em contraste com o racionalismo, os empiristas acreditavam que a mente humana é como uma "tábula rasa" ao nascer, sendo preenchida gradualmente pelas percepções do mundo exterior. Seus principais representantes foram John Locke, George Berkeley e David Hume. Locke argumentou que o conhecimento vem da experiência externa (sensação) e interna (reflexão); Berkeley levou essa ideia ao extremo, afirmando que "ser é ser percebido" (*esse est percipi*); e Hume aprofundou o ceticismo ao questionar a noção de causalidade e a existência de um “eu” permanente. O empirismo influenciou fortemente o método científico moderno e a valorização da observação e da experimentação como bases do saber. | Empirismo | 50%
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| Foi um movimento intelectual e cultural que surgiu na Europa no século XVIII, especialmente na França, Inglaterra e Alemanha, e ficou conhecido como o "Século das Luzes" por valorizar a razão como instrumento para iluminar a mente humana e libertá-la da ignorância, da superstição e da opressão. Os iluministas defendiam a liberdade de pensamento, a ciência, a educação, os direitos individuais, a tolerância religiosa e a separação entre Igreja e Estado. Entre os principais pensadores iluministas destacam-se Voltaire, crítico feroz do fanatismo religioso; Jean-Jacques Rousseau, que propôs o contrato social como base da legitimidade política; Montesquieu, defensor da divisão dos poderes; e Immanuel Kant, que sintetizou o espírito iluminista ao afirmar: “O esclarecimento é a saída do homem de sua menoridade”. O Iluminismo influenciou revoluções políticas, como a Revolução Francesa e a Independência dos Estados Unidos, e marcou profundamente os fundamentos do pensamento moderno e das democracias liberais. | Iluminismo | 50%
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| Corrente desenvolvida por Platão, discípulo de Sócrates, no século IV a.C., que propõe a existência de dois mundos: o sensível, imperfeito e mutável, e o inteligível, eterno e perfeito, onde habitam as Ideias ou Formas — essências imutáveis das coisas. O conhecimento verdadeiro só pode ser obtido pelo intelecto, ao contemplar essas Ideias. Platão também propõe uma teoria da alma imortal, da justiça e da educação, e em obras como A República, imagina uma sociedade ideal governada por filósofos. Fundador da Academia, Platão deixou profunda marca na metafísica, epistemologia e ética ocidentais. | Platonismo | 50%
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| Fundado por Pirro de Élis no final do século IV a.C. e sistematizado por Sexto Empírico no período romano, o ceticismo é a corrente que duvida da possibilidade de se alcançar qualquer conhecimento seguro sobre a realidade. O cético não afirma nem nega, mas suspende o juízo (epoché) diante de qualquer afirmação dogmática, e, com isso, alcança a ataraxia (tranquilidade da alma). Essa atitude crítica visava libertar o ser humano do sofrimento causado pelas crenças infundadas, valorizando a prudência e o equilíbrio interior. | Ceticismo | 44%
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| Surgiu na Idade Média, aproximadamente entre os séculos IX e XIV, como um esforço de conciliar a fé cristã com a razão, especialmente através da filosofia de Aristóteles. Desenvolvida principalmente nas universidades medievais, a escolástica buscava sistematizar o pensamento teológico por meio da lógica e da argumentação rigorosa. Entre seus principais representantes estão Santo Agostinho (em sua fase inicial), Santo Anselmo de Cantuária, São Tomás de Aquino, Duns Scotus e Guilherme de Ockham. Suas ideias centrais giravam em torno da existência de Deus, da natureza da alma, da relação entre fé e razão, e da moral cristã. A escolástica influenciou profundamente o pensamento ocidental, sendo São Tomás de Aquino o maior expoente ao integrar a filosofia aristotélica com os ensinamentos cristãos, especialmente na obra Suma Teológica. | Escolástica | 44%
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| Desenvolvida entre os séculos II e V d.C., a patrística é a fase inicial da filosofia cristã, centrada nos Padres da Igreja, que buscaram conciliar a fé cristã com elementos do pensamento greco-romano. Entre os principais nomes está Agostinho de Hipona, fortemente influenciado pelo neoplatonismo, que elaborou reflexões profundas sobre o tempo, a memória, o livre-arbítrio, o mal e a relação entre fé e razão. Defendeu a supremacia da fé sobre a razão, mas sem descartá-la, e preparou o caminho para a escolástica medieval, estruturando os fundamentos filosóficos e teológicos do cristianismo. | Patrística | 44%
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| Fundada por Aristóteles, discípulo de Platão, esta corrente desenvolveu-se no século IV a.C. e influenciou praticamente todos os campos do saber antigo. Ao contrário de seu mestre, Aristóteles valorizava o mundo sensível e defendia que o conhecimento deriva da experiência e da observação, sistematizando a lógica formal como método de raciocínio. Para ele, tudo que existe é composto por forma e matéria (hilemorfismo), e cada ser tem uma causa final — um fim natural. Em sua Ética a Nicômaco, Aristóteles propõe a busca da virtude como caminho para a felicidade (eudaimonia). Fundou o Liceu e influenciou profundamente a ciência e a filosofia posteriores. | Aristotelismo | 38%
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| Surgiu na Itália no final do século XIV e se espalhou pela Europa até o século XVI, marcando uma transição entre a Idade Média e a Modernidade. Essa corrente filosófica e cultural valorizava o ser humano, a dignidade individual, a razão e a liberdade, resgatando os ideais da Antiguidade greco-romana. Defendiam uma educação baseada nas chamadas studia humanitatis — gramática, retórica, história, poesia e filosofia moral — e buscavam harmonizar o pensamento clássico com os valores cristãos. Entre seus principais pensadores destacam-se Francesco Petrarca, considerado o "pai do humanismo", Giovanni Pico della Mirandola, autor da célebre Oração sobre a dignidade do homem, e Erasmo de Roterdã, crítico das instituições e defensor de uma fé mais racional e ética. O humanismo renascentista rompeu com a rigidez da escolástica medieval e abriu caminho para o desenvolvimento da ciência, da arte e da filosofia moderna. | Humanismo | 38%
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| Desenvolvido no século III d.C. por Plotino, o neoplatonismo é uma reinterpretação mística e metafísica do platonismo. Plotino propôs uma hierarquia do ser que emana do Uno, princípio absoluto, indescritível e transcendente. Do Uno emanam sucessivamente o Intelecto (Nous), a Alma e, por fim, o mundo sensível. A alma humana, segundo essa visão, busca retornar ao Uno por meio da contemplação, da purificação e da ascese. Essa corrente influenciou tanto o pensamento religioso pagão quanto o cristianismo primitivo, sendo um elo entre a filosofia grega e a teologia cristã. | Neoplatonismo | 38%
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| Surgiu no século XIX, principalmente na França, como uma corrente filosófica que defendia a ideia de que o conhecimento verdadeiro só pode ser obtido por meio da observação empírica e do método científico, rejeitando a metafísica e a especulação filosófica tradicional. Fundado por Auguste Comte, esse movimento propunha uma classificação dos saberes humanos em uma escala hierárquica que ia da matemática até as ciências sociais, enfatizando o progresso e a ordem social baseados na ciência. Comte também idealizou uma “religião da humanidade” que substituísse as crenças religiosas tradicionais, buscando uma base racional para a moral e a convivência social. Influenciou fortemente o desenvolvimento das ciências sociais, da sociologia e do pensamento científico moderno, além de marcar o avanço do cientificismo no século XIX. | Positivismo | 38%
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| Existiu durante o século V a.C., formado por pensadores itinerantes que ensinaram retórica, oratória e argumentação em troca de pagamento. Entre os principais nomes estão Protágoras e Górgias. Protágoras é conhecido pela frase “o homem é a medida de todas as coisas”, expressando o relativismo que marcava a corrente: não há verdade absoluta, mas apenas interpretações individuais da realidade, ou seja, esta corrente caracteriza-se pela valorização da retórica e do relativismo, sustentando que a verdade é subjetiva e que o conhecimento serve sobretudo para a persuasão e o êxito na vida pública. Górgias, por sua vez, defendia que nada existe com certeza, e que, mesmo que existisse, não poderia ser conhecido ou comunicado, pois o que é é eterno ou criado, e ambas as hipóteses geram contradições. Os sofistas colocaram em foco as capacidades humanas e sociais, rompendo com a busca cosmológica dos pré-socráticos. | Sofismo | 38%
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| Surgiu no final do século XVIII e início do século XIX, como uma resposta crítica ao empirismo e ao racionalismo, buscando reconciliar a razão e a experiência na construção do conhecimento. Essa corrente filosófica enfatiza a primazia do espírito, da consciência ou da razão na constituição da realidade, afirmando que o mundo é, de algum modo, dependente da mente ou do sujeito. Seus principais pensadores foram Immanuel Kant, que inaugurou a filosofia crítica com sua obra Crítica da Razão Pura ao demonstrar que o conhecimento é moldado pelas estruturas da mente; Johann Gottlieb Fichte, que desenvolveu a ideia do "eu" como fundamento ativo da realidade; Friedrich Wilhelm Joseph Schelling, que enfatizou a identidade entre sujeito e objeto; e Georg Wilhelm Friedrich Hegel, que propôs a dialética como processo pelo qual a razão se desenvolve historicamente, culminando no conceito do Espírito Absoluto. O idealismo alemão marcou profundamente a filosofia moderna, influenciando áreas como a metafísica, a ética e a teoria política. | Idealismo alemão | 25%
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| Existiu durante o século VI a.C. na cidade de Mileto, na região da Jônia (atual costa da Turquia), e é considerada a primeira corrente filosófica ocidental. Seu principal foco era a busca pelo arché, ou seja, o princípio material que dá origem e sustento a todas as coisas. Tales de Mileto afirmava que esse princípio era a água; Anaximandro propôs o ápeiron (o ilimitado ou indefinido), como algo eterno e indeterminado; e Anaxímenes sugeriu o ar como elemento fundamental. Esses pensadores tentaram explicar a natureza do universo com base em causas físicas e racionais, marcando a transição do pensamento mítico para o pensamento filosófico. | Escola jônica | 6%
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| Existiu durante o século VI a.C., fundada por Pitágoras de Samos, essa escola se estabeleceu na Magna Grécia (sul da Itália) e tinha um caráter místico-filosófico. Acreditavam que a essência de todas as coisas estava nos números e nas proporções matemáticas. Para eles, a realidade tinha uma estrutura harmônica e ordenada que podia ser compreendida por meio da matemática. Acreditavam também na reencarnação da alma (metempsicose) e na importância da vida austera e do conhecimento como caminho de purificação. Essa corrente teve grande influência na filosofia platônica. | Escola pitagórica | 6%
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| Existiu durante o século V a.C., desenvolvida por Leucipo e sistematizada por seu discípulo Demócrito, a escola propôs que tudo no universo é composto por átomos, partículas indivisíveis, eternas e invisíveis, que se movimentam no vazio. Para eles, os fenômenos naturais e as mudanças são resultado do rearranjo desses átomos, e não de qualidades sensíveis ou forças divinas. Essa visão materialista e mecanicista da realidade foi precursora de conceitos da ciência moderna, como a ideia de que a matéria é feita de unidades fundamentais que interagem entre si por leis naturais. Eles romperam com explicações míticas e defenderam uma visão inteiramente racional e física do mundo. | Escola atomista | 0%
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| Existiu durante o século V a.C. na cidade de Eleia, no sul da Itália, e foi liderada por Parmênides, seguido por Zenão de Eleia e Melisso de Samos. Seu pensamento central é a defesa do ser como único, eterno, imóvel e indivisível, negando a realidade da mudança e da multiplicidade. Parmênides afirmava que o que “é” não pode deixar de ser, e o que “não é” não pode ser pensado, o que implica que a mudança é uma ilusão dos sentidos. Zenão ficou famoso por seus paradoxos que buscavam provar, logicamente, a impossibilidade do movimento. Essa escola representou um forte contraste em relação à filosofia de Heráclito, que defendia o constante devir. | Escola eleática | 0%
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| Existiu durante o século V a.C., buscava uma solução para a contradição entre o pensamento de Heráclito (tudo muda) e Parmênides (nada muda). Acreditavam que a realidade era composta por múltiplos elementos fundamentais, eternos e imutáveis, cujas combinações geravam a multiplicidade e o movimento no mundo sensível. Empédocles, da Sicília, propôs os quatro elementos — água, terra, fogo e ar — como constituintes básicos de todas as coisas, unidos e separados por duas forças opostas: o Amor e o Ódio. Anaxágoras, por sua vez, introduziu a ideia de homeômeros (partículas semelhantes às coisas que formam) e um princípio organizador chamado Nous (mente ou inteligência) como responsável pela ordem do cosmos. | Escola pluralista | 0%
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| Corrente liderada por Sócrates no século V a.C., buscavam uma filosofia voltada à ética, à moral e ao autoconhecimento. Sócrates não escreveu obras, e seu pensamento nos é conhecido por meio de seus discípulos, especialmente Platão. Ele desenvolveu o método dialético, baseado na maiêutica (arte de “parir ideias”), em que o filósofo, por meio do diálogo, conduz seu interlocutor à descoberta da verdade. Sócrates acreditava na existência de verdades universais e no valor da razão para alcançar o bem, a justiça e a virtude, marcando o nascimento da filosofia antropológica. | Socráticos | 0%
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