| Hint | Resposta | % Correto |
|---|---|---|
| Viveu entre 1596 e 1650, foi um importante matemático e fundou o método cartesiano que privilegia a análise racional, a decomposição dos problemas e a dedução lógica como vias para alcançar verdades claras e distintas. Foi o principal fundador da filosofia moderna e do racionalismo ao romper com o pensamento escolástico e propor um método baseado na dúvida sistemática e na razão como caminho seguro para o conhecimento em contraposição dos sentidos. Seu princípio fundamental, “Cogito, ergo sum” (“Penso, logo existo”), estabelece a consciência como base indubitável de todo saber. Ele defendeu o dualismo entre mente e corpo, separando claramente a substância pensante (res cogitans) da substância material (res extensa), o que influenciou profundamente a metafísica, a psicologia e a ciência. Suas principais obras são: Discurso do Método e Meditações Metafísicas. | René Descartes | 91%
|
| Viveu entre 1689 e 1755, foi um importante pensador do iluminismo francês que se destacou por suas ideias sobre política, leis e liberdade. Defendeu que as leis devem se adaptar às características de cada povo, como o clima, a cultura e a economia, e propôs a teoria da separação dos poderes — legislativo, executivo e judiciário — como forma de evitar abusos e garantir a liberdade dos cidadãos. Para ele, o poder deve ser limitado e equilibrado, e a liberdade só existe quando nenhuma autoridade é absoluta. Seu pensamento influenciou fortemente a formação das democracias modernas, especialmente a Constituição dos Estados Unidos e a Revolução Francesa. Suas principais obras são: O Espírito das Leis e Cartas Persas. | Montesquieu | 45%
|
| Viveu entre 1802 e 1885, foi um dos maiores escritores do romantismo francês e um intelectual engajado nas questões sociais e políticas de seu tempo. Defensor da justiça social, da liberdade e dos direitos humanos, denunciou as injustiças da sociedade por meio de obras marcadas por compaixão pelos marginalizados, como Os Miseráveis. Acreditava na dignidade intrínseca do ser humano e na possibilidade de redenção moral, mesmo para os mais excluídos. Criticava duramente a pena de morte, a miséria, o autoritarismo e as desigualdades sociais. Além da literatura, teve atuação política como deputado e senador, defendendo causas como a educação pública, a abolição da escravidão e o sufrágio universal. Sua obra combina lirismo, crítica social e fé no progresso moral da humanidade. Suas principais obras são: Os Miseráveis e O Corcunda de Notre-Dame. | Victor Hugo | 36%
|
| Viveu entre 1913 e 1960, foi um filósofo e escritor associado ao existencialismo, embora ele próprio rejeitasse esse rótulo, sendo mais ligado ao chamado “absurdismo”. Seu pensamento central gira em torno da noção do absurdo, que surge do confronto entre o desejo humano de encontrar sentido e a indiferença do mundo, que não oferece respostas claras. Para ele, a vida é marcada pela falta de sentido e pelo sofrimento, mas, mesmo assim, devemos rejeitar o desespero e a resignação, vivendo com coragem, autenticidade e revolta consciente contra o absurdo. Ele defendeu a busca por valores humanos, a solidariedade e a liberdade como formas de dar significado à existência, sem recorrer a crenças metafísicas ou religiosas. Suas principais obras são: O Mito de Sísifo e O Estrangeiro. | Albert Camus | 27%
|
| Viveu entre 1905 e 1980, foi o principal representante do existencialismo francês e defendia que a existência precede a essência, ou seja, o ser humano não tem uma natureza pré-definida e constrói sua identidade por meio de suas escolhas e ações. Para ele, o ser humano é radicalmente livre, mas essa liberdade vem acompanhada de responsabilidade e angústia, pois não há um sentido dado à vida — cada um deve criar o seu. Criticava as instituições que tentavam negar essa liberdade, como a religião tradicional e o conformismo social, e via o engajamento político como uma forma de afirmar a liberdade e lutar contra a opressão. Sua filosofia destaca a autenticidade, a autonomia moral e o enfrentamento do absurdo da existência com responsabilidade. Suas principais obras são: O Ser e o Nada e A Náusea. | Jean-Paul Sartre | 27%
|
| Viveu entre 1926 e 1984, foi um filósofo francês que estudou as relações entre poder, conhecimento e sociedade. Ele analisou como as instituições — como prisões, hospitais, escolas e sistemas de saúde — moldam e controlam os indivíduos por meio de discursos e práticas que definem o que é normal e aceitável. Mostrou que o poder não está apenas nas mãos do Estado, mas circula em várias formas e locais, produzindo saberes que influenciam comportamentos e identidades. Ele também investigou como a história revela mudanças nos modos de governar e nas formas de subjetividade, destacando a importância da vigilância, da disciplina e da biopolítica na vida moderna. Sua obra desafia as verdades estabelecidas, mostrando que o conhecimento e o poder estão sempre ligados. Suas principais obras são: Vigiar e Punir e História da Loucura na Idade Clássica. | Michel Foucault | 27%
|
| Viveu entre 1908 e 1986, foi uma filósofa existencialista e feminista que destacou a liberdade e a responsabilidade como condições fundamentais da existência humana, especialmente para as mulheres. Em sua obra mais conhecida, O Segundo Sexo, ela analisou como a sociedade constrói a ideia da mulher como “o Outro”, subordinando-a ao homem e limitando sua liberdade. Defendeu que a opressão de gênero não é natural, mas resultado de construções sociais que podem e devem ser superadas por meio da autonomia e da luta pela igualdade. Sua filosofia une a busca pela autenticidade existencial à crítica das estruturas patriarcais, influenciando profundamente o movimento feminista e os debates sobre identidade e liberdade. Suas principais obras são: O Segundo Sexo e A Convidada | Simone de Beauvoir | 27%
|
| Viveu entre 1798 e 1857, foi o fundador do positivismo e um dos pioneiros da sociologia como ciência. Ele acreditava que o conhecimento humano evolui em três fases: teológica (explicações por deuses), metafísica (por ideias abstratas) e, finalmente, científica ou positiva, baseada na observação e na razão. Para ele, somente o conhecimento científico, objetivo e verificável deveria guiar a organização da sociedade. Propôs uma "física social" — termo que depois foi substituído por sociologia — para estudar as leis que regem a vida social, com o objetivo de promover a ordem e o progresso. Seu pensamento influenciou fortemente a política, a ciência e o ideário de modernização de várias nações, inclusive o lema da bandeira do Brasil: "Ordem e Progresso". Suas principais obras são Curso de Filosofia Positiva e Sistema de Política Positiva. | Auguste Comte | 18%
|
| Viveu entre 1623 e 1662, foi um matemático, teólogo e filósofo. Combinou profundas reflexões religiosas com contribuições à matemática e à filosofia. Destacou os limites da razão humana e a importância do sentimento, da intuição e da fé, pois a razão humana não consegue compreender tudo, especialmente as questões mais profundas sobre Deus, o infinito e o sentido da vida. Em sua obra Pensamentos, ele argumenta que o ser humano é uma mistura de grandeza e miséria, capaz de pensar sobre o infinito, mas também sujeito ao erro e à morte. Defendeu que, diante da incerteza sobre a existência de Deus, seria mais razoável "apostar" na fé, ideia conhecida como a Aposta de Pascal. Para ele, o coração tem razões que a própria razão desconhece, o que marca seu pensamento como uma crítica tanto ao ceticismo quanto ao racionalismo puro. Além disso, foi atribuído a ele a invenção da calculadora mecânica, denominada pascalina. Suas principais obras são: Pensamentos e As Províncias. | Blaise Pascal | 18%
|
| Viveu entre 1908 e 2009, foi um antropólogo francês que desenvolveu o estruturalismo nas ciências sociais, defendendo que as culturas humanas, por mais diversas que sejam, compartilham estruturas universais de pensamento. Inspirado na linguística estrutural, ele argumentava que o funcionamento da mente humana organiza o mundo por meio de oposições binárias (como natureza/cultura, vida/morte, cru/assado), que estão presentes em mitos, rituais e sistemas de parentesco. Para ele, essas estruturas inconscientes moldam as práticas sociais e o imaginário coletivo, revelando uma lógica comum por trás da diversidade cultural. Sua abordagem revolucionou a antropologia ao tratar os mitos e costumes não como dados isolados, mas como partes de sistemas simbólicos interligados. Suas principais obras são: As Estruturas Elementares do Parentesco e O Pensamento Selvagem. | Claude Lévi-Strauss | 18%
|
| Viveu entre 1930 - 2004, foi um filósofo francês conhecido por desenvolver a desconstrução, método crítico que questiona as estruturas fixas do pensamento ocidental, especialmente as dicotomias tradicionais como razão/emoção, presença/ausência, fala/escrita. Para ele, a linguagem nunca transmite um significado puro ou estável, pois o sentido está sempre em movimento, diferido e dependente de contextos. Mostrava que muitos conceitos fundamentais da filosofia ocidental se sustentam por meio de oposições binárias (como verdade/erro, presença/ausência, razão/emoção, homem/mulher), nas quais um dos termos é tradicionalmente valorizado em detrimento do outro. Ele criticava a ideia de que existe um centro fixo ou uma verdade última nos textos, defendendo que todo significado é construído e pode ser desmontado a partir das próprias contradições internas do discurso. Suas principais obras são: Da Gramatologia e A Escritura e a Diferença. | Jacques Derrida | 18%
|
| Viveu entre 1805 e 1859, foi um pensador liberal e um dos principais analistas da democracia moderna. Ele estudou os efeitos da igualdade de condições nas sociedades, destacando tanto seus benefícios — como a ampliação da liberdade e da participação política — quanto seus perigos, como o individualismo, a apatia cívica e a tirania da maioria. Defendia a descentralização do poder e o fortalecimento de instituições intermediárias, como associações e religiões, para proteger a liberdade individual diante do avanço do Estado. Sua obra é referência para entender os desafios da democracia liberal e suas tensões internas. Suas principais obras são: A Democracia na América e O Antigo Regime e a Revolução. | Alexis de Tocqueville | 9%
|
| Viveu entre 1712 e 1784, foi um filósofo iluminista francês conhecido por sua defesa da razão, da ciência e da liberdade de pensamento, e por seu papel central como editor da Enciclopédia juntamente com d'Alambert, obra monumental que reuniu e divulgou o conhecimento da época. Ele acreditava que o saber era a chave para o progresso humano e que deveria ser acessível a todos, rompendo com a autoridade da Igreja e do absolutismo. Crítico das tradições religiosas dogmáticas, era materialista e via o universo como governado por leis naturais, sem necessidade de explicações sobrenaturais. Suas principais obras são: A Enciclopédia e Jacques, o Fatalista e seu amo. | Denis Diderot | 9%
|
| Viveu entre 1712 e 1778, foi importante filósofo do Iluminismo que defendeu a ideia de que o ser humano é bom por natureza, mas corrompido pela sociedade. Em obras, ele propôs que a verdadeira liberdade só é possível quando os cidadãos vivem segundo a vontade geral, ou seja, as leis que eles mesmos criam coletivamente para o bem comum. Para ele, a desigualdade social e a propriedade privada são as principais causas da injustiça e da perda da liberdade. Também valorizava a educação natural, livre e voltada ao desenvolvimento das virtudes, opondo-se a educação tradicional da época. Seu pensamento influenciou fortemente a Revolução Francesa e as ideias modernas de democracia e participação popular. Suas principais obras são: O Contrato Social e Emílio. | Jean-Jacques Rousseau | 9%
|
| Viveu entre 1694 e 1778, foi um dos principais pensadores do Iluminismo francês, conhecido por sua defesa da razão, da liberdade de expressão, da tolerância religiosa e dos direitos individuais. Crítico ferrenho do absolutismo, da Igreja e da intolerância, usava o humor e a ironia para denunciar os abusos do poder e da superstição. Em obras, satirizou o otimismo ingênuo de Leibniz e destacou os males da guerra, da opressão e da ignorância. Para ele, a liberdade de pensamento era essencial para o progresso humano, e ele defendia uma sociedade mais justa, laica e racional. Seu lema “Esmagai a infame” refletia sua luta contra a intolerância e o fanatismo religioso. | Voltaire | 9%
|